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quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Subindo o rio Perequê-Açu - PARTE II

          
        
     Apesar da "derrota" sofrida no dia anterior, não desanimamos. Nasce um novo e ensolarado dia e a vontade de navegar o Perequê-Açu ressurge com redobrado animo! Os erros cometidos foram observados e nesta nova investida não demos chance pro azar!
    Desta vez com motor (e com a promessa de que nunca mais sairíamos sem ele rsrs) deixamos novamente a praia do Jabaquara e antes de encarar o rio fizemos uma parada na praia do Pontal, onde comemos uma porção de peixe frito que diga-se de passagem, estava nota 10!  

     Daí em diante foi só alegria! Saímos do Pontal motorando, contornamos a barra e entramos no rio. Nos deparamos com algumas embarcações turísticas vindo no sentido contrário mas como estavam todos bem devagar não houve qualquer susto. 



    Não só o caiaque ia muito bem rio acima, a moral da tripulação também seguia excelente...recebendo e retribuindo tchauzinhos dos turistas que paravam pra ver a geringonça laranja rs.






   O rio continuava muito bonito, porém devido à forte chuva que caiu, mostrava-se bem "sujo":  grande quantidade de galhos, folhas e pedaços de plantas vinham boiando em nossa direção e vez por outra algo batia na hélice. Fora este inconveniente nada mais ocorreu que atrapalhasse nossa marcha rio acima.





   Após a passagem de uma ponte que está inacabada ou em construção, o rio começa a fazer uma curva para a direita. Casas com gramados e jardins muito bem cuidados em ambas as margens chamam nossa atenção. 





    Mas não paramos, devagar e sempre fomos subindo até que avistamos a ponte da Rio-Santos.  Por volta de 100 metros antes notamos que o rio fica bem raso neste trecho. Com medo de bater com a hélice no fundo, achei melhor desligarmos o motor e seguir a remo.


   
Rio-Santos


Por precaução aqui desligamos o motor
    

 Logo após surge um trecho onde o rio se abre e fica parecendo uma lagoa. Com casas e pousadas nas margens ao redor. Lugar bem tranquilo. Paramos um pouco aí para reabastecer nosso motor e resolvemos seguir adiante, porém somente no remo. 




Parada para reabastecer


     Rápido notamos que a decisão de seguir a remo foi acertada, bancos de areia afloram desavisados aqui e acolá. A mata também fica mais fechada e as casas começam a rarear. Depois da segunda ou terceira curva (por volta de  3,5Km rio acima) resolvemos dar meia volta. Desta "não doeu nada" remar, longe disso, uma delícia ir favor da correnteza. Chegamos rapidamente de volta à ponte da estrada e aí ligamos novamente o motor. 

     


Motorar rio abaixo é outra coisa! Com baixíssima rotação desenvolvíamos boa velocidade. 





      Em poucos minutos já estávamos de volta à foz do rio. 


      Saindo da barra nos deparamos com forte ondulação contrária devido a uma frente fria que chegava com vontade.  Voltamos para a praia do Jabaquara num verdadeiro hipismo náutico, cavalgando ondas de aproximadamente um metro...tremendo sobe e desce! Por sorte ninguém mareou. E aí o teste definitivo para nosso então "novo" sistema anti-capotagem: as defensas amarradas nas laterais do caiaque. Algo simples mas que mostrou-se totalmente eficaz.  




   A respeito dos contratempos do dia anterior, a lição que ficou é óbvia, mas digna de menção pois não raras vezes as coisas mais óbvias são as menos observadas: 

   Para qualquer travessia, não importa o quão fácil ou simples pareça, é necessário preparação e planejamento. Quanto mais calma e paciência na observação dos detalhes, menor é a chance de algo "dar errado", assim como a quantidade de pressa ou ansiedade (de ir logo para a água e aproveitar o dia) é inversamente proporcional à possibilidade de que tudo dê certo.
 Vivendo e (re)aprendendo, sempre! 

     Até a próxima!

  Link para a PARTE I  >>  aqui  <<.
  






domingo, 23 de outubro de 2016

Subindo o rio Perequê-Açu - PARTE I

                  


     O objetivo inicial era, literalmente, dar apenas uma volta. Subir parte do Perequê-Açu e retornar à praia do Jabaquara por uma ligação fluvial que surge à direita de quem sobe o rio, logo após a passagem da primeira ponte.  Apesar da simplicidade de nossa meta, não tardo a dizer: deu tudo errado! Pelo menos nessa primeira investida.     
        Pus o caiaque na água e já cometi o primeiro erro: não tive paciência de pôr o motor (teria que misturar a gasolina, abastecer e etc), achei que perderíamos muito tempo. Ficou estabelecido que iríamos no remo mesmo e assim saímos, partindo da praia do Jabaquara.  A entrada da barra ficava por volta de 1,5 Km depois. Mas com o nosso condicionamento físico, típico quem vive em cativeiro (lugar também conhecido como escritório), chegamos na barra já um pouco cansados e assim que adentramos o rio o arrependimento de estar sem motor aumentou em grande proporção...o Perequê-Açu estava caudaloso, com uma senhora correnteza contrária devido à uma forte chuva que caíra na noite anterior.
     Parecia que a cada remada voltávamos duas......finalmente chegamos na entrada do acesso que faz a volta para o Jabaquara. Mas aí outra surpresa: a maré já havia baixado muito além do esperado. Entramos e encalhamos.....impossível prosseguir. 
     Voltamos arrastando o caiaque de volta para o rio e talvez na esperança de salvar o dia, tentamos ainda subir o curso d'água mais um pouquinho, porém rápido outro problema aflorou. O sol do meio dia e a falta de alimentação fez com que um verdadeiro motim se instalasse a bordo! Assim, o piloto (eu!) teve que amarrar o caiaque em uma árvore, escalar o muro de pedras e sair à cata de víveres....com decepção concluí que não tinha nada que "prestasse" ou alimentasse por ali. O que "salvou" foram 4 picolés que consegui arrumar...rs.

     Com os ânimos temporariamente acalmados, porém com certo mal-humor, voltamos ao acampamento.  

     
     No dia seguinte voltaríamos ao rio, mas será que valeu a pena?  Saiba lendo a Parte II deste relato.

   


Barra do Pereque-Açu.







terça-feira, 18 de agosto de 2015

Paraty-Mirim e Saco do Fundão


    
   Resolvemos ir dar umas remadas em Paraty-Mirim. Bateu a vontade depois que vimos algumas fotos em um catálogo turístico. 
   Já tinha passado por lá uma vez mas foi um pouco decepcionante....o tempo estava chuvoso e o rio que desemboca na praia, barrento, turvando completamente as águas da orla.

   Desta vez não houve decepção. Longe disso, foi só alegria! Mesmo quando o rio transbordou e cobriu a estrada, nos impossibilitando de ir embora rs....




    Aprontamos o carro para a "expedição": caiaque, barraca, etc e fomos meio que "na louca", ou seja, sem saber onde pernoitaríamos. Tinha visto na internet que lá há o "Camping do Mineiro", mas ao chegarmos não encontramos nem o camping, muito menos o mineiro....todavia encontramos o camping do Jesus, um senhorzinho simpático e bastante atencioso.
    O camping é bom, tem eletricidade, banheiro com água quente e estava vazio. 


Nossa casa de campo rs


   No primeiro dia acordamos, tomamos café e fomos direto para a praia. Pusemos o caiaque na água e saímos remando em direção à esquerda. Atravessamos a desembocadura do rio Paraty-Mirim e rapidamente fomos surpreendidos pela clareza e bonita tonalidade das água. Irresistível não dar um mergulho....ficamos por um tempo nadando e testando o estojo estanque que comprei pra minha nikonzinha.

   Novamente no caiaque, remamos atá o fim da praia e contornamos a ponta, andentrando o Saco do Fundão, com a Ilha da Cotia à nossa direita. Remamos mais uns 100 metros e encontramos uma área de menor profundidade. Aí pudemos fazer alguns mergulhos com máscara e esnorquel. Lugar muito bonito, olha a cor da água:



  Entramos depois um pouco mais no Saco do Fundão, mas repentinamente o tempo virou e o vento aumentou....bateu um frio e resolvemos voltar para o camping.

   Embarracamos e não pudemos mais sair até o dia seguinte. Choveu sem parar a tarde e noite que seguiram.


Ilhados em terra firme

   Havíamos combinado de ir embora pela manhã, mas ao acordarmos ficamos sabendo que isso não seria possível. Devido à intensa chuva o nível do rio subiu muito, inundando a estrada.....resultado: ninguém entra ou sai de Paraty-Mirim a não ser de barco.




   O fato de termos ficado presos lá só ajudou, pois resolvemos fazer algo que não estava na programação e acabou sendo um dos pontos altos da trip: remar mangue adentro no rio Paraty-Mirim. Segue o video:




     Chegando na praia pelo rio:





 Conclusão: a trip foi show, porém não tivemos tempo pra fazer tudo o que gostaríamos....com certeza voltaremos pra conhecer melhor o Saco do Fundão e a Ilha da Cotia. 






Até a próxima!